Os 5 Erros Fatais que Advogados Cometem ao Mediar Conflitos entre Condôminos

Os 5 Erros Fatais que Advogados Cometem ao Mediar Conflitos entre Condôminos

Descubra quais são os cinco erros mais graves que advogados cometem ao mediar conflitos entre condôminos e como evitá-los para garantir uma mediação eficaz, justa e com menos desgaste emocional para todos os envolvidos. Neste guia, você entenderá como cada erro afeta a mediação e encontrará estratégias práticas para conduzir uma mediação sem equívocos e alcançar um resultado positivo.
Erro 1: Não Escutar Ativamente Ambas as Partes

A escuta ativa é um dos pilares fundamentais em qualquer mediação de conflitos, especialmente em situações de alta tensão como as que envolvem disputas entre condôminos. Infelizmente, muitos advogados, por estarem focados em uma resolução rápida ou em aspectos técnicos do conflito, falham em ouvir verdadeiramente ambas as partes envolvidas. Isso pode gerar ressentimento e a sensação de que uma das partes está sendo ignorada.

Ao não ouvir com atenção, o advogado corre o risco de perder nuances importantes que poderiam ajudar a entender melhor a origem do conflito. Além disso, a escuta ativa é uma forma de criar empatia, algo essencial para que as partes sintam que estão sendo respeitadas. Um advogado que negligencia essa etapa inicial de escuta tende a encontrar mais resistência, pois os envolvidos podem perceber o processo como injusto.

Para evitar esse erro, é crucial que o advogado crie um ambiente de confiança e demonstre interesse genuíno por ambas as perspectivas. Perguntas abertas e paciência para ouvir as respostas, sem interromper, ajudam a estabelecer uma base sólida para uma mediação bem-sucedida. Escutar ativamente faz com que as partes se sintam acolhidas, aumentando a probabilidade de colaboração e de uma solução satisfatória para todos.

Erro 2: Agir com Parcialidade

Outro erro comum é demonstrar, ainda que involuntariamente, uma postura parcial. Em conflitos condominiais, é natural que os envolvidos observem cada movimento do advogado em busca de sinais de parcialidade, e qualquer indício pode ser prejudicial para a mediação. Agir de forma neutra é um requisito para construir confiança, e essa confiança é essencial para o sucesso da mediação.

A parcialidade pode surgir de várias formas: ao se mostrar mais simpático com uma das partes, ao deixar de explorar aspectos negativos de uma das versões ou até mesmo na forma de se comunicar. Por isso, o advogado deve estar ciente da linguagem verbal e não-verbal que utiliza durante as sessões. Até o tom de voz pode ser interpretado como um sinal de favorecimento.

A fim de evitar esse erro fatal, o advogado deve adotar uma postura imparcial desde o início. Isso inclui tratar todos os envolvidos com o mesmo respeito, evitar qualquer julgamento e não emitir opiniões pessoais sobre o caso. A imparcialidade não só reforça a credibilidade do mediador, mas também facilita que as partes encontrem, elas mesmas, um ponto de equilíbrio.

Erro 3: Subestimar a Importância do Acordo Escrito

Após um longo processo de mediação, muitas vezes as partes chegam a um consenso e estão dispostas a seguir em frente. No entanto, um erro recorrente é não formalizar esse acordo por escrito, ou subestimar sua importância. Sem um documento que oficialize o que foi acordado, há uma grande chance de que uma das partes, mais tarde, questione os termos ou até mesmo se recuse a cumprir o que foi combinado.

Além de formalizar o compromisso, o acordo escrito funciona como uma âncora para ambos os lados, lembrando-os do que foi decidido de maneira objetiva. Um acordo claro, com termos específicos e prazos definidos, é a garantia de que as intenções das partes serão respeitadas e que o esforço da mediação não será em vão.

Por isso, é crucial que o advogado elabore um documento detalhado com todos os pontos acordados e assegure que ambos os lados compreendam e concordem com cada parte dele. Isso reduz a margem para conflitos futuros e reforça a segurança jurídica da mediação. Um bom acordo escrito é o ponto final para uma mediação eficaz e bem-sucedida.

Erro 4: Não Preparar as Partes para o Processo de Mediação

Muitas vezes, advogados iniciam uma mediação sem preparar adequadamente as partes para o processo. Esse erro pode transformar uma mediação produtiva em um campo de batalha, especialmente se os condôminos entrarem na sessão sem entender o que esperar. A preparação prévia é essencial para alinhar expectativas e explicar o papel de cada um durante a mediação.

Quando as partes não entendem como a mediação funciona, elas podem ver o advogado como um juiz que decidirá em favor de um dos lados, o que prejudica a dinâmica do diálogo. A falta de orientação pode fazer com que as partes adotem uma postura mais defensiva ou até mesmo agressiva, dificultando o processo.

Para evitar esse erro, o advogado deve dedicar um tempo para explicar as etapas da mediação, os objetivos de cada uma e o que se espera das partes envolvidas. Ao alinhar as expectativas e preparar todos para um ambiente colaborativo, o mediador reduz significativamente as chances de tensão e favorece um diálogo mais construtivo e transparente.

Erro 5: Negligenciar o Aspecto Emocional do Conflito

Conflitos entre condôminos frequentemente envolvem questões emocionais intensas. Desentendimentos que parecem pequenos podem carregar anos de ressentimentos ou divergências pessoais, e o advogado que não considera esse aspecto emocional corre o risco de agravar o conflito. Muitos advogados focam exclusivamente nos fatos e esquecem que, em disputas interpessoais, as emoções são elementos fundamentais.

Quando o advogado negligencia o aspecto emocional, ele perde uma oportunidade de realmente resolver a raiz do problema, limitando-se a tratar apenas dos sintomas. A ausência de uma abordagem empática pode fazer com que as partes se sintam incompreendidas e até mesmo injustiçadas, o que pode gerar resistência ao acordo final ou à própria mediação.

Para evitar esse erro, o advogado deve adotar uma abordagem que considere não apenas os fatos, mas também as emoções e motivações de cada parte. Isso pode ser feito por meio de uma escuta mais sensível, validando os sentimentos expressados e procurando encontrar soluções que contemplem, também, as necessidades emocionais dos envolvidos. Quando o aspecto emocional é respeitado, o resultado da mediação tende a ser mais sustentável e satisfatório.