A escolha do tipo de sociedade é um dos primeiros e mais importantes passos ao formalizar uma sociedade de advogados. Muitos acabam optando por um modelo que não é adequado às suas necessidades específicas, seja por falta de conhecimento ou por desconsiderar os impactos de longo prazo.
Um dos erros mais comuns é escolher o tipo societário baseado em fatores como simplicidade ou custo imediato, sem levar em conta questões como responsabilidade dos sócios, estrutura de tomada de decisão e a própria tributação da sociedade. A escolha errada pode gerar grandes problemas no futuro, desde entraves jurídicos até complicações fiscais.
Entender profundamente as diferenças entre sociedades simples, limitadas e outras opções é fundamental para garantir que a estrutura societária escolhida favoreça o crescimento e a proteção de todos os envolvidos. Errar nesse ponto pode ser fatal, resultando em custos inesperados e perda de flexibilidade jurídica.
A redação do contrato social é como a fundação de um edifício: se for mal feita, a construção estará em risco. Muitos advogados cometem o erro de elaborar contratos vagos ou com cláusulas imprecisas, acreditando que o bom senso e a confiança mútua serão suficientes para lidar com os imprevistos.
Sem um contrato social detalhado, questões críticas, como a entrada e saída de sócios, distribuição de lucros, responsabilidades e deveres de cada sócio, podem se tornar verdadeiros pesadelos jurídicos. A ausência de uma cláusula específica pode abrir margem para longas disputas judiciais.
Além disso, não se atentar às normas regulamentares do conselho de advocacia pode tornar o contrato nulo, obrigando todos os envolvidos a reiniciar o processo de formalização, o que gera atraso, retrabalho e aumento de custos. Um contrato social bem elaborado é a chave para evitar conflitos futuros.
A maioria dos sócios não gosta de pensar em cenários como aposentadoria, incapacitação ou falecimento, mas a verdade é que esses eventos são inevitáveis e podem pegar a sociedade de surpresa. Ignorar o planejamento sucessório é um dos erros mais prejudiciais que uma sociedade de advogados pode cometer.
Sem um plano sucessório bem definido, o destino da sociedade fica incerto caso um dos sócios precise se afastar ou venha a falecer. Isso pode gerar um vácuo de liderança, desentendimentos entre herdeiros ou cônjuges e até a dissolução da sociedade, tudo em um momento já delicado.
Ao criar um plano sucessório, os sócios garantem que o negócio possa continuar de forma harmoniosa, preservando o valor construído ao longo dos anos. Planejar com antecedência é uma forma de proteger tanto os sócios remanescentes quanto as futuras gerações envolvidas.
Muitos advogados decidem se unir em sociedade com base em uma afinidade superficial, como amizades ou relações profissionais passadas. No entanto, desconsiderar o alinhamento de valores e expectativas entre os sócios é um erro fatal que pode minar a harmonia e o sucesso da sociedade.
Sem uma clara definição de objetivos em comum, a tomada de decisões importantes pode se tornar fonte de atritos constantes. Divergências sobre a estratégia de crescimento, o papel de cada sócio na gestão ou até sobre a visão de longo prazo da sociedade podem causar desgaste e conflitos.
O alinhamento de valores não é apenas sobre filosofia empresarial, mas também sobre expectativas financeiras, ritmo de trabalho e até visão de mercado. Ao formalizar uma sociedade, é essencial que os sócios tenham uma discussão franca sobre esses pontos, a fim de evitar desentendimentos futuros.
Um dos erros mais comuns e devastadores para uma sociedade de advogados é a falta de atenção à gestão financeira. Mesmo advogados experientes podem cometer o equívoco de subestimar a complexidade da administração financeira, achando que o fluxo de caixa será suficiente para sustentar o negócio sem grandes preocupações.
Sem uma estrutura financeira sólida, a sociedade corre o risco de enfrentar problemas como a falta de capital de giro, inadimplência ou até dificuldades em arcar com despesas básicas. Além disso, a ausência de um controle rigoroso pode levar a erros fiscais, multas e até investigações mais sérias.
Implementar uma gestão financeira eficiente desde o início é fundamental para garantir a sustentabilidade do negócio. Isso envolve não apenas o acompanhamento do fluxo de caixa, mas também a projeção de receitas, controle de despesas e a elaboração de um planejamento financeiro realista para o crescimento futuro.