Um dos erros mais comuns e devastadores na declaração de bens ao fisco é ignorar ou subestimar a importância de declarar ativos mantidos no exterior. Muitos contribuintes e, infelizmente, até alguns advogados, acreditam que os bens fora do país não precisam ser mencionados, mas essa suposição pode levar a consequências legais severas.
A legislação fiscal exige que todos os bens, independentemente de onde estejam localizados, sejam declarados. Ignorar essa exigência é visto como uma tentativa de sonegação e pode resultar em multas, processos criminais e até mesmo na perda desses ativos. Além disso, as autoridades fiscais têm ampliado suas parcerias internacionais, tornando mais fácil rastrear ativos não declarados.
Para advogados, é essencial conhecer as nuances da legislação internacional e orientar seus clientes a cumprirem as obrigações fiscais corretamente. Evitar a declaração de bens no exterior pode comprometer seriamente a reputação do advogado e, ainda mais, a do cliente.
Muitas vezes, os contribuintes, e até os advogados que os representam, tendem a omitir bens menores ou contas que consideram irrelevantes. Uma conta de poupança antiga, um pequeno lote de ações herdado ou até mesmo uma conta esquecida em algum banco podem parecer insignificantes, mas para o fisco, a omissão é um indício de ocultação intencional.
Mesmo pequenas omissões podem desencadear uma investigação fiscal completa, e os auditores têm autoridade para examinar minuciosamente as finanças de uma pessoa. Para os advogados, a dica aqui é clara: incentivem seus clientes a revisarem todos os bens e contas, por menores que pareçam, antes de submeterem qualquer declaração.
Quando algo pequeno é omitido e descoberto, o impacto psicológico sobre o cliente e o advogado pode ser devastador. Evitar este erro cria um cenário de confiança e segurança, blindando o cliente de investigações fiscais futuras.
Declarar o valor incorreto de um bem é outro erro comum, especialmente quando se trata de propriedades imobiliárias, veículos ou obras de arte. Muitos contribuintes, e até advogados, mantêm os valores originais desses bens em suas declarações, ignorando as variações do mercado.
A falha em atualizar o valor de mercado pode resultar em inconsistências que chamam a atenção das autoridades fiscais, que podem interpretar isso como uma tentativa de manipulação fiscal. Os advogados precisam orientar seus clientes a revisar periodicamente o valor dos bens para que a declaração seja transparente e precisa.
Além disso, a valorização ou desvalorização de um bem pode impactar diretamente o cálculo de impostos e taxas, o que torna ainda mais essencial manter os valores atualizados. Orientar o cliente nesse sentido não só evita problemas com o fisco, mas também protege a credibilidade do advogado perante o cliente.
Um erro frequentemente ignorado é a omissão de presentes e doações recebidos, como joias, obras de arte, dinheiro ou imóveis. Muitos clientes não consideram esses itens como tributáveis, mas, na verdade, eles devem ser informados ao fisco como parte do patrimônio.
A legislação trata esses presentes e doações como acréscimos ao patrimônio, e omiti-los é considerado uma infração. É responsabilidade dos advogados esclarecer aos seus clientes que tais itens devem ser declarados e que a omissão pode levar a penalidades fiscais significativas.
Esclarecer essa questão evita constrangimentos e protege o cliente de possíveis multas. Além disso, ajuda a construir um relacionamento de confiança com o cliente, que passa a ver o advogado como um aliado em sua proteção patrimonial.
Cumprir os prazos legais é fundamental para evitar sanções e problemas com o fisco. Muitos advogados, ao lidar com grande volume de informações e processos, acabam deixando para o último momento a elaboração e envio das declarações de bens, aumentando o risco de erros e omissões.
Perder o prazo de declaração, além de acarretar multas, pode complicar futuras negociações com o fisco e manchar a reputação do advogado perante o cliente. Manter um controle rigoroso dos prazos evita esse tipo de situação e demonstra ao cliente um nível de profissionalismo elevado.
Para garantir que os prazos sejam respeitados, os advogados podem adotar sistemas de controle e monitoramento de datas, o que reduz significativamente a chance de erro. Cumprir os prazos demonstra comprometimento e seriedade, gerando confiança e segurança no relacionamento com o cliente.